Entenda a diferença da “Madeira tratada” e a “Madeira nativa”

Desde o descobrimento do Brasil, a extração de madeira foi um dos principais negócios. Inclusive o Pau Brasil, espécie nativa de muito valor comercial na Europa, deu nome ao nosso país. Até meados de 1950, a madeira consumida no Brasil somente era oriunda de florestas nativas, ou seja, que não foram plantadas, tendo nascido naturalmente no território onde hoje chamamos de Brasil.

Na metade do século passado começou a serem introduzidas espécies exóticas, como o Pinus (trazido da Escandinávia) e Eucalipto (vindo da Austrália), principalmente para produção de papel e celulose, mas que rapidamente começou também a ser empregado em fôrmas de concreto (cimbramentos) por tratar-se de madeira de baixo custo e qualidade. A TWBrazil iniciou suas atividades em 2001, com a missão de tornar a aplicação da madeira de Pinus e Eucalipto em finalidade mais nobres, como Palanques de cerca, deck para áreas externas, pérgolas, estruturas de telhado imunes à cupins, floreiras, cercas, enfim, produtos duráveis mesmo nas aplicações mais exigentes. Para garantir a durabilidade mesmo em contato com o solo e intempéries, foi adotado o tratamento em autoclave. Método industrial de impregnação de produtos químicos sob vácuo e pressão mais empregado em todo o mundo. A esse produto o mercado normalmente concedeu o nome de madeira tratada, que em países de língua inglesa, também chama-se de Treated Wood (origem da marca TWBrazil®). Às indústrias que fazem esse tratamento na madeira são formalmente designadas “Usinas de Preservação de Madeiras” ou simplesmente UPM (Origem da razão social TWBrazil UPM Eireli). A TWBrazil nasceu com a missão de difundir o uso da madeira tratada no mercado brasileiro, à exemplo do que já ocorre na América do Norte e Europa.

Em resumo:

Madeira Nativa, ou “madeira de lei”, é a madeira oriunda de florestas naturais das regiões do Brasil, desde os primórdios, e que não foram plantadas pelo homem. A extração caracteriza-se por ser difícil, exigindo a supressão (desmatamento) de muitos arbustos para retirada da tora até a estrada mais próxima. Não há reposição das árvores e esta atividade foi responsável pelo desmatamento da Amazônia (Mogno, Jacarandá, Angelim, etc) , pantanal (Peroba, Cambará, Itaúba, Parajú / Massaranduba), mata atlântica (Pau Brasil) e Campos Gerais (Pinheiro do Paraná / Araucária e Imbuia). O termo madeira de lei, é devido à necessidade de emissão de licença para extração e transporte dessa madeira, e que hoje é fiscalizado pelo IBAMA e órgãos ambientais estaduais. Ao pedir a nota fiscal e o DOF (Documento de Origem Florestal) o consumidor da madeira estará contribuindo com preservação das florestas nativas brasileiras.

Madeira Tratada, é a designação normalmente empregada para madeira oriunda de florestas plantadas pelo homem, com finalidade comercial, próxima a grandes centros consumidores, e submetida a Tratamento preservativo em autoclave. As espécies de Pinus, Eucaliptos, Teca e Pau de Balsa são as mais comumente utilizadas, por ter ciclo de desenvolvimento relativamente curto (5 à 45 anos). O Tratamento preservativo é necessário pra tornar essa madeira jovem resistente à ataques de cupins, fungos decompositores e outros organismos xilófagos que deterioram a madeira em poucos anos.

Conclusão:

Sempre que possível, opte pela madeira tratada, pois estará contribuindo com:

  1. A preservação das florestas nativas brasileiras;
  2. Menor emissão de Carbono no transporte floresta/indústria/consumidor;
  3. Maior durabilidade, decorrente do processo preservativo da madeira em autoclave;
  4. Manutenção reduzida, pois a madeira é imune a cupins;
  5. Pintura facilitada com vernizes, stains, cetol, e tintas genéricas como latéx, acrílica e esmalte sintético;
  6. Compra desburocratizada, pela isenção do porte do DOF (Documento de Origem Florestal);
  7. Fácil obtenção, em lojas de materiais de construção, home centers e distribuidores TWBrazil;
  8. Maiores estoques para pronta entrega;
  9. Dimensões padronizadas;
  10. Cadeia produtiva socialmente responsável, mais industrializada e menos extrativa;
  11. Menor preço.

Autor:
Leonardo Puppi Bernardi
Engenheiro CREA PR-69.980/D
TWBrazil UPM