Comparativo entre madeiras: Pinus Preservado x Maçaranduba (Parajú)

/, Uncategorized/Comparativo entre madeiras: Pinus Preservado x Maçaranduba (Parajú)

Comparativo entre madeiras: Pinus Preservado x Maçaranduba (Parajú)

COMPARATIVO ENTRE MADEIRAS DE Pinus Preservado (Pinus sp.) e Maçaranduba / Parajú (Manikara sp.)

Algumas regiões brasileiras ainda utilizam a madeira de Maçaranduba, também chamada de Parajú, na construção de estruturas de telhado. Este artigo tem a pretensão de demonstrar as diferenças entre duas opções utilizadas em estruturas de telhado, e encorajar construtores e consumidores a optarem pelo emprego da madeira de Pinus, desde que submetida a processo de tratamento industrial em autoclave.

Alguns dos quesitos apresentados abaixo, restringe-se ao emprego da madeira na construção civil para usos permanentes (Estruturas de telhado, assoalho, divisórias, etc). Não se aplica para formas e cimbramentos (formas de concreto), escoras, andaimes, etc.

 

QUADRO COMPARATIVO – PINUS PRESERVADO X MAÇARANDUBA (PARAJÚ)
  Maçaranduba / Paraju Pinus Preservado
Nome científico Manikara sp. Pinus taeda / Pinus elliottii / Pinus sp.
Sinônimos Aparajú / Marapajuba / Parajú / Balata / Massaranduba Pinus Preservado / Pinus tratado / Pinus autoclavado / Pinus autoclave
Origem Brasil (florestas nativas) Canadá, Escandinávia, EUA
Ocorrências no Brasil Amazônia, Acre, Amapá, Pará,Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia e Rio de Janeiro. Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul
Forma de Exploração Econômica Extrativismo Silvicultura
Tempo de Crescimento 90 anos 25 anos
Mercados nacionais Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Pará, Amapá, Roraima, Acre, Amazônia, Rondônia, Mato Grosso, e Distrito Federal. São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo.
Mercados Internacionais Inglaterra, França, China, Japão. EUA, Caribe, Alemanha, Japão, Austrália, Angola, Oriente Médio.
Garantia contra organismos xilófagos – Categoria de uso 3 da NBR 16.143:2013 30 anos contra cupim, mediante análise de laboratório e menção à Nota fiscal.
Certificado de Garantia contra organismos xilófagos Disponível sob demanda
Documentação Ambiental para transporte e Comércialização DOF – Documento de Origem Florestal Isento
Documento Fiscal para transporte e comercialização Nota Fiscal, guias específicas para transporte de madeira nos estados das regiões Centro-Oeste e Norte Nota Fiscal
Densidade aparente (12%) 1.143 kg/m³ 645 kg/m³
Resistência à Compressão 82,9 Mpa 44,4 Mpa
Resistência à Tração 138,5 Mpa 82,8 Mpa
Resistência à Cisalhamento 14,9 Mpa 7,7 Mpa
Módulo de Elasticidade 22.733 MPa 13.304 MPa
Durabilidade contra organismos xilófagos (cupins, fungos apodrecedores, brocas marinhas) – Uso Interno – Categoria de Uso 3 – ABNT NBR 16.143 30 anos 200 anos
Durabilidade contra organismos xilófagos (cupins, fungos apodrecedores, brocas marinhas) – Uso externo – Categoria de Uso 4 – ABNT NBR 16.143 10 anos 30 anos
Secagem A.D. (Air dried) – gradeada ao ar – 3 meses K.D. (Kiln dried) – Estufa, controlada automaticamente – 5 dias de pré-secagem e 4 dias de pós secagem após tratamento preservativo.
Trabalhabilidade Dura, abrasiva, com grande desgaste de ferramentas de corte Macia, fácil corte ou perfuração, com ferramentas elétricas ou manuais
Tratabilidade por vácuo-pressão em autoclave Inócua – Baixa penetração, e baixa retenção, expondo superfícies cortadas e perfuradas à ataques de xilófagos (cupim, fungos, etc), mesmo que madeira seja banhada ou pincelada com agentes preservativos. Eficaz – Altíssima penetração e fácil retenção, de forma que toda a massa de madeira esteja protegida
Agente Preservativo Não preservado. CCA (Arseniato de Cobre Cromatado)
Fixação e montagem de treliças (tesouras) Pregos, parafusos, chapas gusset, cavilhas. Pregos, Pregos anelados, parafusos, chapas gusset, conectores dentados, Cola
Sambladuras / Encaixes Possível Possível
Estimativa de emissão de Carbono (CO2) na produção de 1m³ de madeira destinada à Construção de estruturas de madeira – Saldo – Pegada Ecológica (Carbon Foot Print) 50 kg (CO2/m³) (positivo, pois emissões durante a extração, transportes e industrialização superam o sequestro de carbono durante o crescimento da árvore) -120 kg (CO2/m³) (negativo, pois sequestro de carbono supera emissão, em todas as etapas de extração, transporte, indústria, transporte até mercado)
Aspectos Sociais na fase de extração Manual, geralmente executada por trabalhadores sujeitos à intempéries e picadas de insetos, com alto risco de acidentes de trabalho, em regiões longe dos centros urbanos, com necessidade de abertura de estradas de acesso que potencializam o impacto ambiental. Dificilmente fiscalizável pelos órgãos competentes. Mecanizada, por operadores treinados e salários superiores à R$3.000,00 mensais, com o conforto proporcionado por uma cabine climatizada de equipamento de colheita florestal e outras características facilmente fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho e do Emprego.

ABNT NBR 16.143:2013: Preservação de Madeiras – Sistema de Categorias de uso.

ABNT NBR 16.143 – Categoria de Uso 3: Interior de construções, fora de contato com o solo e protegidas das intempéries, que podem, ocasionalmente, ser expostas a fontes de umidade.

ABNT NBR 16.143 – Categoria de Uso 4: Uso exterior, fora de contato com o solo e sujeitas às intempéries.

 

O uso racional dos recursos naturais, ou seja, considerando-se aspectos de sustentabilidade (Econômica, social e ambiental) é um objetivo comum à todos os habitantes do nosso planeta, e deverá ser difundido e exercitado por aquelas pessoas de maior escolaridade e com maior poder de decisão. Apesar da flora brasileira ter sofrido fortes ciclos de depredação, desde o descobrimento do Brasil (e que inclusive dá o nome ao nosso país), a educação ambiental infanto-juvenil vem auxiliando o atingimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS-ONU).

Tanto o consumidor quanto a cadeia de distribuição que decide pelo uso da madeira oriunda de floresta plantada (Pinus sp., Eucalipto, Teca, etc), estará contribuindo para o meio ambiente e sociedade brasileira. O melhor lugar para as madeiras nativas, é nas florestas onde se originaram, servindo de abrigo para fauna local, e dando frutos e renda às suas populações locais.

Conclusão do autor:

O uso da madeira de Maçaranduba pode ser perfeitamente substituído pelo uso de madeira de Pinus Preservado, principalmente em estruturas de telhado, bastando para isso que sejam dimensionadas (Bitolas x Vãos máximos) de acordo com orientações do fabricante (https://www.twbrazil.com.br), e com a vantagem de não requerer nenhuma manutenção durante toda a vida útil da estrutura.

Autor:

Leonardo Puppi Bernardi

Engenheiro Civil – CREA PR-69.980/D

leonardo@twbrazil.com.br

Fontes:

ABNT NBR 7190:1997 – Projeto de Estruturas de Madeira

https://www.twbrazil.com.br

http://www.ipt.br/informacoes_madeiras/4.htm

Tabela de dimensionamento de estruturas de Pinus Tratado TWBrazil

 

By | 2018-10-11T08:52:00+00:00 outubro 10th, 2018|noticias, Uncategorized|0 Comments